Pesquisa revela como empresas e agências atuam na gestão da reputação

O relatório “Panorama da Gestão da Reputação no Brasil - Edição 2026” da Knewin analisa o estágio de maturidade da gestão de reputação entre empresas e agências brasileiras A reputação vem sendo reconhecida como ativo estratégico do negócio, embora permaneça fortemente associada à proteção da imagem em grande parte das organizações.
A edição 2026 do Panorama contou com 166 respondentes, 98 representantes de marcas e empresas e 68 de agências de comunicação e relações públicas.
O perfil da amostra reforça a consistência técnica dos dados e a aderência ao tema central da pesquisa com nível de experiência elevado: 74,1% possuem mais de cinco anos de atuação em gestão de reputação, enquanto apenas 6% têm menos de dois anos de experiência.
A preparação para crises reputacionais apresenta diferentes níveis de maturidade entre as organizações, refletindo o estágio de estruturação de processos, governança e cultura de gestão de riscos. Somados, 73,5% das organizações estão entre níveis básico e intermediário de preparação, enquanto apenas 18,4% se consideram altamente preparados.
Os principais métodos utilizados são o monitoramento de mídias sociais (81,6%) e as pesquisas de satisfação do cliente (61,2%), seguidos pela análise de mídia tradicional (56,1%) e pelo feedback de funcionários (48%). Os dados evidenciam que as organizações combinam diferentes métodos para acompanhar sua imagem e antecipar riscos reputacionais, refletindo um movimento de maior maturidade na gestão da informação estratégica.
A reputação corporativa é influenciada por um ecossistema amplo de stakeholders, com diferentes níveis de impacto estratégico na percepção das organizações. Os dados indicam predominância de públicos diretamente ligados ao negócio, seguidos por atores institucionais e sociais.
1° lugar - clientes
2° lugar - colaboradores
3° lugar - mídia
4° lugar - investidores
5° lugar - comunidade local
6° lugar - reguladores
7° lugar - ong/ativistas
Conclusão
O Panorama da Gestão de Reputação no Brasil - Edição 2026 evidencia que o mercado encontra-se em um momento de transição estrutural, marcado pela passagem de um modelo predominantemente reativo para uma abordagem progressivamente mais estratégica, orientada por dados, governança e integração com o negócio.
Os resultados da pesquisa demonstram que a reputação ainda é, para grande parte das organizações, associada à gestão de crises e à proteção da imagem corporativa em momentos de pressão. Entretanto, observa-se um movimento consistente de amadurecimento conceitual, no qual a reputação passa a ser reconhecida como ativo intangível estratégico, diretamente relacionado à confiança, legitimidade institucional e sustentabilidade corporativa de longo prazo.
Direcionáveis:
Integrar a gestão da reputação às decisões estratégicas, evitando que seja acionada apenas em situações de crise;
Fortalecer a comunicação interna, RH e governança corporativa como fatores de construção reputacional, e não apenas instrumentos de resposta emergencial;
Estruturar processos, monitoramento contínuo e análise de dados para ampliar capacidade preventiva e qualidade das decisões.




Comentários